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Diego Garcia propõe criação de programa que aumenta oferta de cães-guia para cegos

Em um país com mais de meio milhão de cegos e, pelo menos, seis milhões de pessoas com baixa visão, simplesmente não há cães em quantidade e geograficamente próximos para atender a todos os deficientes com desejo e com condições de utilizar esses animais de trabalho e de companhia. Pensando nisso, o deputado federal Diego Garcia (Podemos-PR) apresentou o projeto de lei 3125/2019 para criar o Programa Nacional de Cães-Guia. O PL já foi aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família.

A ideia do projeto surgiu em uma reunião de Diego Garcia com a equipe da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec). Segundo os dados da Setec, existem cinco centros de treinamento de cães-guia no país, mas, infelizmente, hoje, apenas um está em funcionamento. “Por isso a importância de criarmos um programa de apoio para a causa, dando visibilidade e criando novas formas de investimento. Sabemos que não é só construirmos novos centros de treinamento pelo país, mas também precisamos ter investimentos constantes para a estrutura, funcionamento e capacitação dos funcionários”, afirma Diego Garcia.

A proposta apresenta objetivos do Programa Nacional de Cães-Guia como a implantação de uma rede de centros dedicados ao treinamento de cães-guia; a disseminação de cursos de pós-graduação, em nível de especialização, para formação de treinadores e de instrutores de cães-guia; o estímulo ao voluntariado da população; o bem-estar dos animais; os incentivos econômicos para treinamento de cães-guia, entre outros. Além disso, o PL sugere que os equipamentos dos centros poderão ser compartilhados com faculdades de medicina veterinária e/ou com hospitais veterinários, quando os centros forem instalados em instituições de ensino superior.

Garcia acredita que a iniciativa acarretará em grandes ganhos para a sociedade. “Tenho certeza que o Programa Nacional de Cães-Guia trará grande contribuição para a integração social das pessoas com deficiência visual, para o aprimoramento dos profissionais envolvidos e para o bem-estar dos animais que nos prestam tão relevante serviço”.

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