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Deputado Diego Garcia luta pelo prosseguimento da investigação de Temer pelo STF

O deputado federal Diego Garcia (PHS-PR) lutou no Plenário pela aceitação da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da União

 

O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, no dia 02 de agosto, por 263 votos a 227 e 2 abstenções, a autorização para o Supremo Tribunal Federal (STF) abrir processo criminal contra o presidente da República, Michel Temer, por crime de corrupção passiva. O deputado federal paranaense Diego Garcia (PHS), foi à tribuna do Plenário para convencer os demais parlamentares a votarem pelo fim da impunidade, a favor da aceitação da investigação.

 
“Chega! O povo não pode continuar sangrando mais! O povo brasileiro não pode continuar pagando o preço pela corrupção! Temos que votar pelo fim da impunidade!”, declarou Garcia durante a discussão do tema. O parlamentar afirmou que, se há suspeita de cometimento de crime pelo presidente, ele deve ser investigado de forma que o povo obtenha uma resposta. “Que prove o contrário, mas que não prove continuando a governar o país”, disse.

 
O parlamentar ainda mencionou o valor que Temer supostamente teria recebido do empresário Joesley Batista, do grupo J&F, por meio do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, que poderia estar sendo utilizado para melhorias na saúde. “Com R$ 500 muitas camas poderiam estar ocupando os hospitais do câncer espalhados pelo país. Muitos aparelhos poderiam estar salvando a vida das pessoas nos centros cirúrgicos. Eu vejo a alegria quando uma Santa Casa ou um hospital filantrópico recebem esse mesmo valor através das emendas parlamentares. É um dinheiro que poderia estar salvando vidas”, destacou.

 
Diego Garcia é autor de mais de 10 projetos de lei de combate à corrupção, inclusive o PL 4850/2016, que dispõe sobre as 10 Medidas Contra a Corrupção, do Ministério Público Federal.

 
Votação histórica

 
Esta foi a primeira vez que a Câmara votou uma solicitação para instauração de processo contra um presidente da República. Com a decisão, o STF não poderá analisar a denúncia contra Temer apresentada pela Procuradoria Geral da República.

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